quarta-feira, 3 de março de 2010

Ceia 13 de Março

Caros VGVRianos! Vamos conquistar o Litoral Nortenho....

No próximo dia 13 de Março (Sábado) irá se realizar mais um grande jantar de confraternização, desta vez na cidade Invicta (PORTO).
Este dia festivo começa com uma corrida de Kartings no Kartódromo Cabo do Mundo (Matosinhos) pelas 15h30. A corrida terá 5 minutos de qualificação e 20 minutos de prova, por um preço simbólico de 21 euros!
A Ceia Caótica terá lugar num antro ainda a designar, certo é que nesse antro não irá faltar bom vinho, apetrechada ementa e claro a sempre bom disposição a que estes jantares já nos habituaram.
Façam o favor de confirmarem a sua presença (tanto na Corrida como na Ceia) junto dos Muy Nobres Fundadores ou através deste Blog de aclamada fama cibernética!!

Bravo.

P.S. : Aos interessados que ainda não sejam associados estão também convidados. Não se vão arrepender...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Velha Guarda e as Tradições

Caro VGVR...

Fundada no inicio deste século, na vespera do dia 1º de Dezembro de 2005, pelos muy nobre e honrados membros (Ramos, Bravo, Emidio, Hugo e o enorme Bucareiro) a Velha Guarda de Vila Real tem por fundamento manter por muitos e longos anos as amizades entre os amigos.

Mais do que uma simples ceita de borrachões a VGVR cumpre também um principio de tradição Bila-Realense ao trazer uma nova chama aos costumes das gerações antigas do berço de todos nós, a cidade de Vila Real... outrora paraiso de excelentes tascas.

O tasquismo, a tradição, a amizade, a união, a camaradagem, são alguns dos valores que alicerçam a nossa existência... esta por sua vez, tem o seu ponto alto em todas as confraternizações relizadas e arcadas em acta, em especial a data da sua fundação...

Espero com a criação deste espaço, atingir o objectivo de vos fornecer o alimento para a nostalgia... e uma arma para matar a saudade.

Aquele Abraço do Vosso Sempre Amigo,

O Fundador...
Rui M. T. Ramos

A Ceia Do 1º de dezembro



...Ou a Ceia dos Cardeais,

…Perde-se na bruma dos tempos o ano um desta vetusta tradição, Respeitável pela sua ancianidade.



Costume querido das gentes da Bila, o seu início será anterior a 1891, segundo leitura de "O Povo do Norte"que noticiava (6.12.1891) os festejos realizados "com bandeiras e luminárias no edifício do Liceu, música nas ruas, vivas aos professores, foguetes a estrelejar e dois feriados". Quando a noite se erguia, iniciava-se a RUADA; com capas ao vento lá ia a estudantada (e com ela alguns românticos da velha guarda e outros folgazões) em cortejo alegre que parava onde morasse professor, com "efe-erre-ás", cujo calor estava na relação directa da estima e simpatia que pelo docente se nutria, o qual agradecia a deferência.

No dia 1 às 15h, a Academia vestida a rigor, homenageava a cidade, em cortejo rumo ao Jardim da Carreira onde era prestada homenagem a Camilo. As damas nas varandas, vendo a Academia atirar-lhes as capas negras, saudavam-na com júbilo e depositavam nestas um ramo de violetas. O baile realizava-se normalmente no Salão Nobre do Clube de Vila Real. Também aconteceu no Hotel Tocaio, no Claustro do Governo Civil e nos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca. O Presidente da Academia abria o baile com uma professora. Se houve bailes com pick-up, também os houve com orquestras famosas como as de Tony Hernâni e Sousa Galvão que prestigiaram as matinés e soirées dançantes dos anos 50.

A Récita de Gala, em 1909, realizou-
se no Teatro Circo com uma comédia em 1 acto intitulada "Dois Estudantes no Prego" e o Prof.Óscar Lopes foi um dos docentes que tiveram o prazer de trabalhar com os alunos nos ensaios da sua época. Este espectáculo era seguido da "ceia dos cardeais", com alguidares de arroz condimentados com gordas galinhas, ou perus, pilhados uma semana antes pelos estudantes nas capoeiras cujos donos, por vezes, eram convidados para o saboroso acto!.
O 1º de Dezembro foi ainda oportunidade para atribuição de prémios (1930) a nove discentes que no ano anterior mais se distinguiram no aproveitamento e assiduidade, acto que mereceu do Governo um louvor à Associação dos Amigos e Antigos Alunos do Liceu; mais tarde, em 1957, foi atribuído outro prémio a um aluno bem qualificado para prosseguimento de estudos universitários, no valor de 6.000 escudos.



Também ocorreram manifestações de ardor político, como em 1892 -"abaixo a aliança inglesa"- e 1911, a auréola da liberdade implantada em Portugal.
Em 1944, suspenso por 2/3 anos, devido à dança Rumba Negra exibida na récita de gala ter incomodado o Delegado do Delegado Provincial da Mocidade Portuguesa. O facto não impediu os estudantes de procurarem realizar algumas coisas e a homenagem a Camilo não falhava, mesmo com o portão do Jardim fechado saltavam as grades e colocavam a coroa de flores junto ao busto do escritor.
Em 1947 foi proibido o uso de capa e batina no interior do Liceu…


. . . até que, em 1958, estivemos nas eleições de Humberto Delgado.



O Regadinho

O Regadinho é uma tradição posterior a 1926.



Com a liberdade de expressão suprimida teriam os estudantes idealizado um processo simples, divertido, crítico e atrevido de manifestarem a sua opinião, a sua contestação perante factos, pessoas e situações da vida citadina.


Vestiam-se de modo desusado, grotesco, caricato, extravagante, encarnando também um ou outro papel real, assumindo as mesmas posturas das pessoas ou das situações alvo do seu jogo. Então era o cortejo pela baixa, de muletas, de pijama, de combinação, com lençol, de fato de banho, de fraque, de cartola, descalços uns, esfarrapados outros, empregados de mesa gentis, actuando como enfermeiros, médicos, professores, mendigos, piratas de perna de pau, senhores e senhoras da alta sociedade com todos os ademanes, casalinhos brincando aos amores, etc, etc… Havia cartazes com ditos picarescos, jocosos, irónicos, satíricos e por vezes mordazes; exibição de atrevidas minissaias, grupos acasalados, alusões caricatas, cantigas de luz de archote, danças engraçadas e piruetas.

Pessoas havia que não escapavam nas alusões e também os intocáveis. Em 1953, pelas críticas ao Dr. Carmálio que severamente tratava as meninas do Magistério Primário quanto a comportamentos sociais, desde o vestuário às relações sociais, foram censuradas todas as "piadas", pelo que nesse ano o Regadinho foi com uma rolha na boca.

Alguns académicos vestidos a rigor faziam vai e vem de ambas as margens do cortejo, com archotes acesos numa das mãos, cantando a canção do Regadinho com acompanhamento da banda de música, ininterruptamente…



Os mandões eram o Custódio e o Citrato!

Citrato

Era nos sábados de Novembro e mais tarde passa a ser ao dia 30 pelas 8 horas da tarde!